segunda-feira, 14 de abril de 2008

A década da educação #14

Em 2008 é fechado o ciclo da "década da educação" proposta colocada pela Lei de Diretrizes e Bases LDB que em 98 criou novos parâmetros para a educação, nos três níveis, para o Brasil. Segundo o que foi proposto nesse ano estaríamos em uma outra era da educação, ou pleo menos, entrando nela. Uma nova era onde o aluno sairia da condição de simples "acidente" e o professor deixaria de ser apenas um "funcionário" para ser um mentor, um exemplo (de cidadania e moral) enfim, uma nova peça dentro da nova forma de se fazer a educação (e não apenas ensino).
Isso aconteceu?
Acho que não preciso responder. Os meus agradecimentos vão para um congresso que não demora e não hesita em voltar seus esforços na elaboração e aprovação de Leis, que tem um enorme conhecimento do seu país em termos sociais e econômicos e que sabem como ninguém usar uma impecável lábia para conquista de seus objetivos (vide cassol pai defendendo cassol filho). Esse mesmo congresso que sabe usar de todos esses artifícios para defender apenas seus interesses e convencer muitos de que realmente estão fazendo algo (pelo que alías são muito bem pagos). Salvo algumas raras exceções...
É certo que a LDB trás alguns avanços, mas infelizmente eles são facilmente contornados, seja pela burocracia, seja pela má vontade política ou mesmo por aquela velha maneira de fazer as coisas, pelo caminho velho e mais fácil. Onde a Lei avança é deixado para os aplicadores o fazerem e para mesmo a sociedade cobrar, mas tropeça na inmovibilidade do funcionalismo público e na prática e na desvalorização dos professores. Quando fala em economia, salários, remuneração e cargas horárias a Lei é vaga, deixando a aplicação aberta a possibilidades que facilmente fogem do ponto principal, A EDUCAÇÃO. Propostas de novos modelos de formação passam pela dificuldade da consideração de uma nova avaliação, em que os próprios professores seriam avaliados.
Há também a quase inexistência de assunto voltado para a tecnologia moderna (informática) e a vaga expressão que substitui o professor formado por um com "aprendizado técnico prático na área".
Estamos atrasados não pela falta de ensino, mas sim por uma educação irreponsável e torta. É inconcebível para uma nação querer que seus alunos adquiram cidadania sem que seus mentores gozem dela vivendo com salários que beiram a piada e absorvendo o descaso que permeia as rachaduras nas paredes dos colégios.
por luiz antonio

Um comentário:

Rebeca Barca disse...

Gostei da descrição!