terça-feira, 1 de abril de 2008

Viva o CD, viva! #11



Mais uma falta da cena de PHV: Os cds gente, os cds! Onde estão? É certo que existem ótimas bandas e músicas, e músicos, bons, mas só tocar 'ao vivo' não basta. Me lembro da sensação que tive em 2006, quando fiz parte do projeto Boca de Lobo, cheguei em uma festa e então uma banda começou a tocar uma música que eu conhecia da coletânea que fizemos. Foi uma das melhores coisas dentro de poucos prazeres musicas. Coloco à parte a analise de qualidade musical ou criatividade, isso é um outro assunto. Foi um momento único, eu conheci e reconheci a música o que me deu uma outra possibilidade para a noite.


Primeiro porque eu não precisaria me concentrar em estar recebendo informação nova, eu já conhecia aquelas músicas e tinha (mais ou menos) uma opinião sobre elas. Já não perderia o calor da festa, da presença de muitos amigos e da agitação desse meio tentando digerir e compreender algo novo. Pois que foi assim que passei muitas vezes ao conhecer pela primeira vez muitas e muitas bandas daqui, que deixam para mostrar sua criação apenas ao vivo. Não é difícil perceber que muito dessa galera acha, ou se ilude, ainda com a velha história disseminada pelas lendas do roque; aquela que diz “ó, estávamos tocando, assim sem compromisso, e um grande empresário gostou da gente. Nos gravou, produziu e agora estamos aqui ...”. talvez não tenham percebido que estamos mudando para uma nova ordem das coisas, da arte até das instituições mais básicas, ou seja: NINGUEM MAIS VAI SER DESCOBERTO.


Segundo, não vemos mais cd’s, não compramos mais cd’s, mas eles a existem e no meio de um tempo em que tudo passou a ser virtual e disseminado em massa passam a ter uma importância cada vez maior, embora em uma menor “escala”. Com esse pequeno disco de plástico você dá existência e um carisma, mínimo que seja, para sua banda. Cativando a um público, ainda que restrito, confere-se uma certa substancialidade que vai além da divulgação da internet. Se a intenção dos músicos é se tornar produto junto com sua música, nada mais óbvio e necessário que a criação desse primeiro produto, dessa pequena objetificação da criação. É certo que encontramos mil e três dificuldades, desde a gravação até a distribuição. Mas isso não é motivo para desistência.


Então, pegue um pc qualquer, junte uns equipamentos e comece a gravar queridinho, ou então espere o dono da EMI...
Por LUIZ ANTONIO

2 comentários:

mari disse...

eu adoro seu blog, cabeçudo :)

Renato Gomez disse...

cabeçudo, o nome dele é Luiz pq meu 2º nome tbm é Luiz!

não se de muita importancia, achando que foi em sua homenagem!!!

hauahuahauahauahauahuahaua

o blog ta muito bom!!!!!